Sopro de Sensibilidade
Aquela que nasceu
Do sopro divino
Tem em seu corpo o abrigo
Onde gera seu filho
Bendito seio que alimenta
O filho com seu leite materno
Bendito corpo que encanta
O homem com seu desejo eterno
Mulher, és tu!
Que dizem veio da costela
Tirada do bicho homem
Que não pode viver sem ela
Mulher qual borboleta ao sair do casulo
Voa, voa colorida!
Pois sem saber da vida
Atira-se logo a sugar
O néctar da flor preferida
Bendita sejas mulher!
Bendito sopro que te deu luz
Pois sem a tua sensibilidade
Morreríamos no abandono da cruz.
Do livro Sensibilidade

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