sábado, 15 de outubro de 2011


                                                                  Mestre



Acaso pensaste
Que a letra ensinada
Um dia
Atravessaria fronteiras?

Que o verbo amar
Tantas vezes conjugado
Se acoplasse ao espírito
Como bênção do saber?

Oh! Mestre!
Tão divina tua missão
Peço-te por compaixão
Não esmoreças diante das omissões.

Deus colocou em tuas mãos 
A tarefa de educar.
Ele próprio 
Enviou seu filho para ensinar.

Com as quatro operações
Mostrastes como somar amizades,
Subtrair defeitos,
Multiplicar ensinamentos recebidos,
Dividir o que nos sobra.

Agradeço todos os mestres 
Que tive pela vida
Pois a luz de quem ensina 
É divina! É divina!

Do livro Fragmentos

sexta-feira, 7 de outubro de 2011


Desejo
Quero fincar teu corpo junto ao meu
Como se fôssemos um só
Sentir teu hálito quente,
Beijar teus lábios ardentes.

Quero beber do teu mel
No mesmo cálice contigo
Calar todo teu ser,
Me embriagar de prazer.

Quero ouvir teu sussurro, 
Sentir em nosso ninho quente
Teu ventre dançar sobre o meu.
Numa explosão musical, saciar todo meu ser.

Sentir teu peito macio 
Deitar sobre ele sossegada
No sossego de quem sabe ser amada,
No descanso do cio.

Quero te acariciar 
Num contato tão doce e terno, 
Desvendar todos os mistérios
Dos teus pontos de prazer.

E depois de tantas trocas, que o dia amanheça
Cheio de lírios e crenças
Com o sol por testemunha
De nossos doces momentos

E por isso sem temor
Esperar a escuridão da noite chegar
Com  certeza que a nossa chama interna, 
Jamais irá se apagar.

Do livro Sensibilidade

  Sopro de Sensibilidade


  Aquela que nasceu
Do sopro divino
Tem em seu corpo o abrigo
Onde gera seu filho

Bendito seio que alimenta
O filho com seu leite materno
Bendito corpo que encanta
O homem com seu desejo eterno

Mulher, és tu!
Que dizem veio da costela
Tirada do bicho homem 
Que não pode viver sem ela

Mulher qual borboleta ao sair do casulo
Voa, voa colorida!
Pois sem saber da vida
Atira-se logo a sugar
O néctar da flor preferida

Bendita sejas mulher!
Bendito sopro que te deu luz
Pois sem a tua sensibilidade
Morreríamos no abandono da cruz.

Do livro Sensibilidade